19 de Junho de 2013

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Editorial

Data: 19/06/2013

Se privatização do Maracanã é absurda, também será a da saúde?

Deputado Garotinho critica privatização do Maracanã. Em Campos, no entanto, interesses privados na saúde pública continuam

No mais recente programa político do Partido Republicano (PR) exibido - na semana passada - na televisão, o deputado federal Anthony Garotinho foi enfático ao dizer que a privatização do Maracanã era um absurdo e que o estádio era um bem público e que pertencia ao povo.

A filha do parlamentar, a deputada Clarissa Garotinho também defende a não privatização do "maior do mundo" e faz - está no YouTube - grande mobilização contra a implosão dos estádios anexos ao Mário Filho como o Júlio Delamare e o Célio de Barros – bem como do Museu do Índio. Clarissa briga ainda pela realização de um plebiscito para que a população decida se o Maracanã deve ser privatizado ou não.

Todo bem público deve mesmo pertencer ao povo e não pode ser entregue à iniciativa privada de mão beijada, em detrimento do bem comum. Isso se aplica a todos os casos.

Campos vive o disparate da privatização - aliás ilegal - dos serviços prestados pela Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) do Oncocentro, clínica de origem particular - instalada em terreno que pertence ao Hospital Escola Álvaro Alvim (HEAA), de cunho filantrópico – subordinado à Fundação Benedito Pereira Nunes. Destaque-se que o Oncocentro recebeu verba do SUS por meio de Autorização de Procedimentos de Alta Complexidade (APAC) - embora terceirize seus serviços.

É importante que o deputado se manifeste sobre estas duas privatizações em andamento - a do Maracanã e a da Unacon do HEAA. No ano passado, ele anunciou ter recebido investimentos de R$ 6 milhões do Governo Federal, via Ministério da Saúde para o centro de radioterapia do Hospital Escola Álvaro Alvim, a direção da Fundação Benedito Pereira Nunes alardeou que a Unacon seria explorada pela iniciativa privada – pela empresa Radgrupo – de propriedade dos médicos e empresários Márcio Lemberg Reisner, Carlos Mothé Bacelar da Silva e Frederico Paes Barbosa. Reisner tem participação societária na COI Participações S/A, firma privada de radioterapia, enquanto Bacelar responde pelo Laboratório de Pesquisas Clínicas Dr. Plínio Bacelar. Já Barbosa é sócio da Clínica Santa Maria – cujo nome fantasia é Oncocentro – e é a instituição que explora como entidade privada a Unacon do HEAA. Cada um deles tem 33,33% de participação social na Clínica Radgrupo Serviços Médicos, com CNPJ nº 15.442.372-45. 

O Oncocentro continua com a benesse do dinheiro público, desdenhando - não se sabe apoiado por quem – das regras impostas pelo Ministério da Saúde.

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Comentários (6)

  • Rosa - 19/06/2013

    O deputado Garotinho deveria comentar o que acha desse serviço.

  • Lucas - 19/06/2013

    Olha aí a bagunça na saúde pública. É sobre isso que o povo está se manifestando.

  • Marcinha - 19/06/2013

    Fala, Garotinho! Você é contra essa situação, a favor e não é relevante?

  • Vera - 19/06/2013

    É difícil conseguir a verba pública para a saúde. Que bom que Campos conseguiu. Mas tem que zelar para estar em mãos competentes o serviço, e não privatizar. Espero que as autoridades competentes se manifestem e tratem do assunto.

  • anamaria - 19/06/2013

    maracana, copa das confederacoes, futebol... politico acha que a gente so se preocupa com isso. Saude e muito mais serio. ainda mais oncologia que e do cancer

  • TiagoM - 19/06/2013

    è por esse tipo de negociata que a gente vai pra rua